APNEIA

 

Se você ronca ou interrompe a respiração enquanto dorme (apnéia) sua saúde pode estar ameaçada!!!

 

O sono adequado é essencial para nossa saúde física e mental. O sono é dividido em fases superficiais e outras mais profundas que só serão atingidas após um longo período sem qualquer tipo de perturbação.

As fases profundas do sono são responsáveis pelo relaxamento muscular, organização da memória e estabilização do humor. O sono verdadeiramente repousante é necessário para manutenção da atenção e da disposição para o dia seguinte.

O ronco e a apnéia causam obstrução cíclica na respiração impedindo a oxigenação adequada do nosso corpo. Os breves despertares impedem que o cérebro “mergulhe” por algumas horas nesta preciosa fase do sono.

O ronco e a apnéia favorecem o aparecimento dos seguintes problemas:

 

  • Hipertensão arterial e doenças vasculares
  • Sonolência diurna e distúrbios de atenção
  • Dores musculares e articulares
  • Acidentes automobilísticos
  • Depressão e irritabilidade
  • Baixo rendimento escolar
  • Inflamações crônicas na garganta

 

Em crianças, o sono agitado pode causar alterações do comportamento e compromete o rendimento escolar.

 

Muitos adultos roncadores não acreditam na observação do cônjuge e familiares, pois não percebem o fenômeno enquanto dormem e acham que tem sono “pesado” porque estão sempre com vontade de dormir e o fazem facilmente, já que o cérebro está carente daquilo que nunca atinge:  o descanso reparador!

 

O diagnóstico é feito através de um teste chamado polissonografia que consiste em dormir por uma noite em um laboratório de sono ou no conforto da sua casa (exame domiciliar).

 

         O tratamento, com forte impacto positivo na qualidade de vida, consiste em melhorar o fluxo de ar pelo nariz e pela garganta através das seguintes medidas:

 

  • Medicamentos que melhoram a obstrução nasal
  • Perda de peso
  • Cirurgias corretivas
  • Aparelhos ortodônticos
  • CPAP: Aparelho conectado a uma máscara confortável que pressuriza o ar no nariz e abre as vias aéreas enquanto dormimos. 

 

TABAGISMO

 

A ciência médica considera o hábito de fumar um grande risco para a saúde. Este conhecimento vem de estudos que compararam matematicamente (de forma estatística) milhares de indivíduos fumantes e não fumantes. Estes estudos concluíram que os que fumam apresentam com maior frequência doenças cardiovasculares, pulmonares e vários tipos de tumores. Os fumantes vivem em média cinco anos menos que os não fumantes, envelhecem precocemente e sofrem mais, nos últimos anos de vida, com limitações impostas por doenças provocadas pelo fumo.

                  A fumaça do cigarro penetra no nosso corpo pelos pulmões, porém é no cérebro que a nicotina exerce a sua ação em áreas ligadas às nossas emoções. Este efeito dura 40 minutos, e por esta razão, o maço tem 20 unidades para atender a necessidade de uma pessoa, que acordada por 16 horas, precisará fumar 20 vezes por dia.

         O tabagismo não pode ser considerado uma OPÇÃO do indivíduo, pois este habitualmente não consegue parar de fumar por 2 ou 3 dias da semana. O consumo de cigarro não é apenas por prazer, ele passa a ser diário, regular e obrigatório!

         O tabagismo é considerado um vício, pois após a interrupção, o fumante apresenta sintomas de abstinência que dificultam o abandono definitivo.

         Fumar perto ou na frente de crianças é duplamente perigoso, pois além do efeito irritativo da fumaça, elas recebem a mensagem que determinadas práticas, apesar de nocivas, não podem ser evitadas por serem prazerosas. Os futuros adolescentes poderão utilizar este “raciocínio” para outras drogas.

         Os fumantes apresentam dificuldade em parar de fumar pelos seguintes fatores:

 

  • Dependência química da nicotina, que é caracterizada pelo consumo elevado de cigarros, pela dificuldade em ficar algumas horas sem fumar e pela necessidade de fumar mais pela manhã;
  • Dependência psicológica dos efeitos do cigarro no cérebro. Alguns fumantes têm dificuldade em manter a concentração e o bom humor sem a ação dos neurotransmissores cerebrais, que são moléculas que agem no sistema nervoso, potencializadas pela ação do fumo;
  • Hábito e prazer de fumar, uma vez que algumas situações são associadas ao cigarro e incorporadas à rotina do fumante.

 

Fumantes que não conseguem abandonar o hábito devem procurar ajuda médica para serem avaliados e, eventualmente, tratados com medicamentos que combatam   a dependência.

        

Estes medicamentos só podem ser usados mediante prescrição médica. Eles imitam a ação da nicotina no cérebro aliviando os efeitos da falta do cigarro e combatendo sintomas de abstinência como ansiedade e irritabilidade.

 

Existem três grupos de medicamentos para este fim, usados de forma isolada ou combinada, dependendo do caso.

 

O primeiro grupo é composto pelas terapias de reposição de nicotina, o segundo por antidepressivos que aumentam a concentração de neurotransmissores específicos e o terceiro por uma nova droga que bloqueia o receptor da nicotina (anula o prazer de fumar) e ao mesmo tempo o estimula áreas do cérebro para manter a liberação dos neurotransmissores.

 

         Através da consulta médica e de exames complementares, quando necessários, é possível diagnosticar e indicar o melhor tratamento para cada caso.

 

 

 

 

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS